Todo mundo já leu algo sobre carros que rodam com hidrogênio ou mesmo carros elétricos. Esse tipo de coisa já passou dezenas de vezes até no Fantástico - o sinal absoluto que todo mundo já sabe. E cadê essas coisas, que não chegam ao mercado?
Quem é que não gostaria de comprar um carro que não poluísse, uma casa que precisasse de um mínimo de energia elétrica externa ou que seus aparelhos eletrônicos não usassem pilhas? Por que esses produtos não estão nas prateleiras, já que consciência ecológica não é mais tão rara assim? (RSF)
31.8.01
Takashi called to say the time distortion will be subsiding today and we should go back to experiencing normal perception soon.King Mob, em The Invisibles, n°22, vol.2 (RSF)
I've lived my whole life waiting to be able to say something like that.
It'll make a great film but I bet we all end up looking like pricks.
Hoje encontrei por acaso um link para Sex, aquele livro com fotos da Madonna que foi lançado há um tempão atrás. Achava que já tinha visto todas as fotos por aí, mas nem: sempre circulam as mesmas.
Falando em fotos da Madonna, tem umas que procuro já tem uns cinco anos. São umas fotos meio anos 20, que saíram na Rolling Stone em 92 ou 93. Se alguém fizer a caridade de me mandar uma url ou as fotos, agradeço. (RSF)
Falando em fotos da Madonna, tem umas que procuro já tem uns cinco anos. São umas fotos meio anos 20, que saíram na Rolling Stone em 92 ou 93. Se alguém fizer a caridade de me mandar uma url ou as fotos, agradeço. (RSF)
29.8.01
Damsels in Distress: A classic plotline in videogames from Donkey Kong to Ghosts and Goblins. Essentially you run around and risk your ass to save the fair lady. In real life this is called sick, dysfunctional thinking. There's a name for people who try to save the girl: enablers, suckers and chumps. I've been fortunate enough never to fall for this routine, but I've got friends who seem to quite enjoy this game.Trecho do diário de um jogador de videogames.
(RSF)
28.8.01
O que significa ser um leitor, afinal? E - muito mais importante - de quê isso adianta, já que os livros dão muito poucas respostas e complicam as coisas por darem mais opções? Michael Dirda se angustia com essas questões, mas mesmo assim não deixa de ler.
Litera scripta manet , de fato. (RSF)
Litera scripta manet , de fato. (RSF)
Sabe por que quase não existem homens heterossexuais escrevendo sobre gays? Um autor americano, que lançou um romance sobre um agoroto cujo pai saiu de casa por causa de outro homem, descobriu. (RSF)
26.8.01
- It´s all about movies, as I never seem to get sick of telling everybody, I know.King Mob e Mason Lang, em The Invisibles, n°17, vol.2 (RSF)
Don´t you feel like you´re observing your own life all the time, as though it was just a movie? As togugh you´re just somebody in the audience?
And if you´re living in a movies, then it´s okay for cameras to be watching you all the time.. Imagine the moment when they tought of a whole new way to control the world.
With ligth. With the power of illusion.
Papparazzi killed princess Diana. The world´s first death by photography? What I´m saying is that the image rules the world. The hallucination has taken control. How do we take control of the hallucination?
- ...Mason, you, me and Guy Debord can carry on this conversation some other day. I´m in the mood to some basic vocabulary.
25.8.01
Hoje finalmente consegui pegar emprestadas as seis últimas edições da JLA de Grant Morrison. Muito, muito boas. Conseguem encerrar a série amarrando todos os pontos que ficaram espalhados e de forma pra lá de grandiosa.
Eu vi em algum lugar que esses números não foram publicados por aqui porque os editores da Abril acharam a história "infantil". Se é verdade, os caras mais uma vez provam que não têm muita coisa na cabeça. Depois d eler, fiquei com a impressão de que eles cortaram por conta de um pulo de quase um ano de histórias que eles fizeram, o que ia deixar World War III próxima de um crossover chamado Our Worlds at War - uma versão diluída e inchada da história. (RSF)
Eu vi em algum lugar que esses números não foram publicados por aqui porque os editores da Abril acharam a história "infantil". Se é verdade, os caras mais uma vez provam que não têm muita coisa na cabeça. Depois d eler, fiquei com a impressão de que eles cortaram por conta de um pulo de quase um ano de histórias que eles fizeram, o que ia deixar World War III próxima de um crossover chamado Our Worlds at War - uma versão diluída e inchada da história. (RSF)
Mais do que descobrir as regras que regem a gravidade, a maior contribuição de Newton foi uma nova forma de interpretar e testar os dados recolhidos chama da"cálculo". Foi a criação dessa ferramenta que permitiu que várias leis da física fossem deduzidas. Isso foi há uns quatrocentos anos. Infelizmente, o cálculo não é capaz de dar conta de todos os problemas com que a ciência se depara, sendo necessária uma outra ferramenta. Stephen Wolfram acredita que a desenvolveu. (RSF)
24.8.01
Li pouco ontem e hoje. Aliás, li até que bastante coisa, mas pouca que valha a pena comentar (ou que eu esteja com paciência para).
Compre gibi novo hoje: Marvel Boy, publicado pela Mythos no seu "formato Mythos" (cerca de 1cm mais estreito e mais curto que o formato americano).
Escrita por Grant Morrison, a história - até o momento, pelo menos - não tem muita coisa especial: a nave de um grupo de alienígenas cai na Terra, o único sobrevivente é capturado e quer vingança. Bobagem que todo mundo já viu mil vezes. O legal é justamente a forma que Morrison reconhece isso e subverte alguns dos clichês desse tipo de história, como a tradicional cuspida que o torturado dá na cara do torturador.
Como eu disse em outro comentário aqui, acho estranho que muitos leitores de quadrinhos de super-heróis não gostem de Morrison: a única coisa que ele faz é pegar a forma canônica do gênero e inserir novos elementos sobre ela (nas história dele de super-heróis, bem entendido). Talvez o problema é que ele chega muito perto dos limites da verossimelhança e do "realismo" que tanto agradam os conservadores leitores de SH. (RSF)
Compre gibi novo hoje: Marvel Boy, publicado pela Mythos no seu "formato Mythos" (cerca de 1cm mais estreito e mais curto que o formato americano).
Escrita por Grant Morrison, a história - até o momento, pelo menos - não tem muita coisa especial: a nave de um grupo de alienígenas cai na Terra, o único sobrevivente é capturado e quer vingança. Bobagem que todo mundo já viu mil vezes. O legal é justamente a forma que Morrison reconhece isso e subverte alguns dos clichês desse tipo de história, como a tradicional cuspida que o torturado dá na cara do torturador.
Como eu disse em outro comentário aqui, acho estranho que muitos leitores de quadrinhos de super-heróis não gostem de Morrison: a única coisa que ele faz é pegar a forma canônica do gênero e inserir novos elementos sobre ela (nas história dele de super-heróis, bem entendido). Talvez o problema é que ele chega muito perto dos limites da verossimelhança e do "realismo" que tanto agradam os conservadores leitores de SH. (RSF)
23.8.01
Li Asterix e Latraviata, o último da série (até o momento, pelo menos). É duro, para quem gosta de Asterix, admitir que a história não tem a mínima graça. Há a repetição de episódios anteriores (golpes de menires, confusões de identidades), mas elas não se integam na história (bem fraca, por sinal).
Além disso, dá a impressão que Uderzo não lê mais jornais: as gags transpondo elementos e personalidades contemporâneas para o passado - uma das coisas que eu mais gosto em Asterix - são poucas e sem graça.
Engraçado, o último que lembro de ter lido foi A Rosa e o Gládio, mas A Galera da Obelix está listado no fundo. Como meu pai tem a coleção completa, acho que as histórias estão ficando cada vez menos memoráveis. (RSF)
Além disso, dá a impressão que Uderzo não lê mais jornais: as gags transpondo elementos e personalidades contemporâneas para o passado - uma das coisas que eu mais gosto em Asterix - são poucas e sem graça.
Engraçado, o último que lembro de ter lido foi A Rosa e o Gládio, mas A Galera da Obelix está listado no fundo. Como meu pai tem a coleção completa, acho que as histórias estão ficando cada vez menos memoráveis. (RSF)
21.8.01
Não costumo ter muita dúvida entre comprar traduções ou originais (quando possível). Se o livro é em inglês - mesmo os mais bobos - prefiro de longe o original. Em todas as outras línguas - já que só sei duas - prefiro as traduções. Em caso de poesia, edições bilíngües, mesmo que em aramaico. Se o alfabeto é conhecido, dá para ter noções melhores do ritmo e rimas que apenas com a tradução.
No caso de Finnegan´s Wake de James Joyce, a escolha não é tão simples.
Fico com medo de comprar o original e ele ser tão incompreensível que eu não entenda nada. Ou - já que entender não é exatamente o ponto - que não consiga desfrutar os jogos de palavras que compôem o livro. Por isso às vezes penso em comprar a tradução.
O problema - bem maior que a diferença de preço - é que ainda não vi nenhum trecho da tradução, que está sendo feito e publicada em volumes, que me agradasse. Donaldo Schüler optou por uma recriação, transportando as referências para a cultura brasileira. Não sei se é isso que quero.
E "riocorrente" é bem mais legal que "rolarrioana". (RSF)
No caso de Finnegan´s Wake de James Joyce, a escolha não é tão simples.
Fico com medo de comprar o original e ele ser tão incompreensível que eu não entenda nada. Ou - já que entender não é exatamente o ponto - que não consiga desfrutar os jogos de palavras que compôem o livro. Por isso às vezes penso em comprar a tradução.
O problema - bem maior que a diferença de preço - é que ainda não vi nenhum trecho da tradução, que está sendo feito e publicada em volumes, que me agradasse. Donaldo Schüler optou por uma recriação, transportando as referências para a cultura brasileira. Não sei se é isso que quero.
E "riocorrente" é bem mais legal que "rolarrioana". (RSF)
Quando comprei, esqueci de sugerir aqui. De repente é tarde para achar o primeiro número nas bancas, mas fica a sugestão: As Aventuras da Liga Extraordinária, Alan Moore (o mesmo de Watchmen) e Kevin O'Neill.
A Liga dos Cavalheiros Extraordinários (tradução direta - e que considero bem mais legal - do título original) junta vários personagens da literatura de aventura do final do Século XIX em um único mundo e em uma única aventura. Na primeira edição - única que li até agora - Mina Harker, perdão, Murray tem a missão de reunir alguns cavalheiros de reputação duvidosa, uma vez que a Coroa precisa de seus serviços.
Apesar da história só estar sendo apresentada, a revista é uma delívia. Começando pelo grupo reunido pela srta. Murray: Capitão Nemo, Sr. Hyde, Alan Quatermain e O Homem Invisível (o "detetive" não participa do grupo por ter morrido poucos anos antes). Todos os personagens já passaram pelas aventuras que os deixaram famosos e agora lidam com as conseqüências delas (Mina, por exemplo, usa uma echarpe todo o tempo). Há dezenas de referências e personagens dos romances da época, o que só aumenta o prazer em ler.
O número um (de três) já foi recolhido das bancas do Sul e Sudeste do país e ainda deve estar disponícel no restante do país. Como o dois não chegou por aqui (que eu saiba), ele ainda deve estar disponível nas bancas dos estados mais felizardos. De qualquer modo, no site da editora devem existir informações de como encomendar.(RSF)
A Liga dos Cavalheiros Extraordinários (tradução direta - e que considero bem mais legal - do título original) junta vários personagens da literatura de aventura do final do Século XIX em um único mundo e em uma única aventura. Na primeira edição - única que li até agora - Mina Harker, perdão, Murray tem a missão de reunir alguns cavalheiros de reputação duvidosa, uma vez que a Coroa precisa de seus serviços.
Apesar da história só estar sendo apresentada, a revista é uma delívia. Começando pelo grupo reunido pela srta. Murray: Capitão Nemo, Sr. Hyde, Alan Quatermain e O Homem Invisível (o "detetive" não participa do grupo por ter morrido poucos anos antes). Todos os personagens já passaram pelas aventuras que os deixaram famosos e agora lidam com as conseqüências delas (Mina, por exemplo, usa uma echarpe todo o tempo). Há dezenas de referências e personagens dos romances da época, o que só aumenta o prazer em ler.
O número um (de três) já foi recolhido das bancas do Sul e Sudeste do país e ainda deve estar disponícel no restante do país. Como o dois não chegou por aqui (que eu saiba), ele ainda deve estar disponível nas bancas dos estados mais felizardos. De qualquer modo, no site da editora devem existir informações de como encomendar.(RSF)
20.8.01
Por alguma razão que já esqueci, resolvi desenterrar Veja - Reflexões Para o Futuro - um livro com 25 ensaios comemorando os 25 anos da revista - para reler dois textos, um do Marcelo Tas (do Vitrine) sobre "digitalidades" em geral e outro sobre a palavra escrita e o digital (que descobri ser do Paul Saffo).
O livro é de 93. O que mais me impressionou não foi que eles estão desatualizados ou coisa do tipo, mas como ainda hoje os jornalistas escrevem do mesmo jeito sobre o tema e o quanto "os opositores" repetem as mesmas questões como se elas nunca tivesses sido levantadas antes. (RSF)
O livro é de 93. O que mais me impressionou não foi que eles estão desatualizados ou coisa do tipo, mas como ainda hoje os jornalistas escrevem do mesmo jeito sobre o tema e o quanto "os opositores" repetem as mesmas questões como se elas nunca tivesses sido levantadas antes. (RSF)
Happiness is supposed to be everyone's goal. Have you found that to be true?Ed Diener, um psicólogo americano que está fazendo um estudo sobre "bem estar subjetivo" (mais conhecido como "felicidade"), em entrevista para a New Scientist. (RSF)
Actually, no. We believe that people have all kinds of values, and the value of being in a good mood, of having fun and feeling joyful--that's just one value among many. It's not everybody's ultimate value
Passei a maior parte do dia de ontem lendo sobre o hipertexto num site muito bom que encontrei, The Electronic Labyrinth. O site é bem velhinho (de 1993), então tem algumas coisas bem desatualizadas - principalmente no tocante à Web (acho que só há um verbete a respeito...). Mesmo assim eu recomendo: as considerações teóricas são ótimas e ainda bastante atuais.
Por sinal, há uma seção do Labirinto que trata de experimentos não-lineares na literatura. Obviamente, lá está Cortazár, com três textos (estranhamente, Calvino só aparece com o chatíssimo Castelo dos Destinos Cruzados.)
Ando procurando narrativas não-lineares na rede. Quem tiver alguma sugestão, agradeço muito. (RSF)
Por sinal, há uma seção do Labirinto que trata de experimentos não-lineares na literatura. Obviamente, lá está Cortazár, com três textos (estranhamente, Calvino só aparece com o chatíssimo Castelo dos Destinos Cruzados.)
Ando procurando narrativas não-lineares na rede. Quem tiver alguma sugestão, agradeço muito. (RSF)
Ontem eu encontrei uma matéria que saiu no Universo HQ sobre quadrinhos adultos. Ela prometia - pela chamada - tentar explicar e identificar o que os quadrinhos "adultos" tem de adultos.
Não conseguiu. O autor tentou tratar de coisas demais (censura, comics code, diferenças de público), não delimitando bem a fronteira entre os assuntos e misturando opiniões pessoais (inclusive a boa e velha indiganação pelos mesmos lugares comuns) com dados mais objetivos a respeito do tema. Uma confusão. (RSF)
Não conseguiu. O autor tentou tratar de coisas demais (censura, comics code, diferenças de público), não delimitando bem a fronteira entre os assuntos e misturando opiniões pessoais (inclusive a boa e velha indiganação pelos mesmos lugares comuns) com dados mais objetivos a respeito do tema. Uma confusão. (RSF)
19.8.01
Há uns dias prometi comentários sobre as tiras que estavam linkadas numa matéria da Salon sobre quadrinhos on-line. Até o momento, só olhei dois dos links: When I am King e Little Gamers.
When I am King tem algumas tem algumas coisas bastante interessantes. A arte é legal e diferente, não há balões ou textos e o próprio arranjo da tira na página é bem pensado, fazendo parte da ação. Por outro lado, o humor às vezes é bastante tonto, chegando a ser sem graça.
Gostei mais de Little Gamers. Além dos bichinhos serem muito fofinhos, o humor é mais o meu estilo. E eles recebem visitas de personagens de outras tiras, o que é bem legal. (RSF)
When I am King tem algumas tem algumas coisas bastante interessantes. A arte é legal e diferente, não há balões ou textos e o próprio arranjo da tira na página é bem pensado, fazendo parte da ação. Por outro lado, o humor às vezes é bastante tonto, chegando a ser sem graça.
Gostei mais de Little Gamers. Além dos bichinhos serem muito fofinhos, o humor é mais o meu estilo. E eles recebem visitas de personagens de outras tiras, o que é bem legal. (RSF)
18.8.01
Como assumido entusiasta das chamadas novas tecnologias de comunicação e das possibilidades do digital, acho interessante procurar ouvir os contrapontos. Um que leio sempre é o Netfuture, uma espécie de CTheory do contra.
Normalmente as críticas que os ensaios fazem são mal construídas, tomando uma posição de defesa de determinados valores em detrimento das possibilidades apresentadas pelas novas tecnologias. O último ensaio foi uma exceção, trazendo uma análise muito interessante e profunda do que aconteceu com as promessas de "vilas eletrônicas" que permitiriam trabalhar e viver fora dos centros urbanos sem que se saísse do fluxo de informação, o que causaria um fortalecimento das relações sociais locais. (RSF)
Normalmente as críticas que os ensaios fazem são mal construídas, tomando uma posição de defesa de determinados valores em detrimento das possibilidades apresentadas pelas novas tecnologias. O último ensaio foi uma exceção, trazendo uma análise muito interessante e profunda do que aconteceu com as promessas de "vilas eletrônicas" que permitiriam trabalhar e viver fora dos centros urbanos sem que se saísse do fluxo de informação, o que causaria um fortalecimento das relações sociais locais. (RSF)
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